quinta-feira, 24 de maio de 2012

CinePVS - História (3)

Vamos estudar com pipico? Ver um filme é uma ótima ideia para ampliar nossa compreensão sobre um período histórico - sempre se lembrando de que o filme é uma reconstrução subjetiva. Nesse filme podemos observar algumas características dos primeiros tempos da América portuguesa. Divirtam-se!

Hans Staden:
De Luis Alberto Pereira, 1999.
Sinopse:
Hans Staden (Carlos Evelyn) um imigrante alemão que naufragou no litoral de Santa Catarina. Dois anos depois, chegou a São Vicente, concentração da colônia portuguesa no Brasil, onde trabalhou por mais dois anos, visando juntar dinheiro para retornar Europa. Neste tempo em que viveu em São Vicente, Staden passou a ter um escravo da tribo Carijó, que o ajudava. Preocupado com seu sumiço repentino após ter ido pescar, Staden parte em sua procura, sendo encontrado por sete índiso Tupinambás, inimigos dos portugueses, que o prendem no intuito de matá-lo e devorá-lo. a partir de então que passa a ter que arranjar meios para convencer os índios a não devorá-lo e permanecer vivo.
Veja o trailer do filme:


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Simulado de Redação


Galera,

Vocês já podem acessar o Simulado de Redação! Aproveitem essa chance de praticar para o vestibular.

Acesse o simulado clicando no link:

http://pvs.cederj.edu.br/sys/2012_AL_simulado_redacao_01/

Atenção para as datas de acesso do Simulado de redação ON-LINE
  • 20/05/2012 00:00 a 24/05/2012 23:55 - Realização do Simulado
  • 25/05/2012 17:00 a 31/05/2012 23:59 - Período de correção das redações
  • 01/06/2012 18:00 a 31/12/2012 23:59 - Período de visualização das correções

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Exposição "Terra vista do céu"

Galera,


Está rolando uma exposição gratuita na Cinelândia (Centro do Rio) chamada "Terra vista do Céu", do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. 


As vésperas da Rio + 20, o ambientalista convida a o público através de 130 imagens de grandes dimensões,  a admirar a beleza e pensar sobre a fragilidade do nosso Planeta, propondo uma reflexão sobre sua evolução 20 anos após a realização da “Eco 92”, que desencadeou o trabalho do fotógrafo. 

Como fica um pouco distante para vocês, resolvi trazer a exposição para o nosso Blog!

Aproveitem, o trabalho está lindo!

Grande bj e até amanhã!

Ingrid Araujo

terça-feira, 8 de maio de 2012

Carta de Pero Vaz de Caminha a El Rei D. Manuel

Manuscrito original da carta

Na aula 6 trabalhamos um pouco a "Carta de Pero Vaz de Caminha a El Rei D. Manuel". Estou disponibilizando o link da revista "Educação Pública", da Fundação CECIERJ, que publicou a carta na íntegra e com comentários.

http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/historia/0015.html

 Destaco alguns trechos abaixo.

Simulado 02 de Línguas Estrangeiras




Clique na imagem acima para ver os resultados so SIMULADO 02 DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS.
41 alunos fizeram o simulado de Inglês e 34 fizeram o de espanhol, um número ainda muito baixo.









Começa hoje o 2º Simulado online de Línguas Estrangeiras. É uma ferramenta fundamental para o estudo da disciplina ao longo do ano e para a preparação de vocês para as provas de vestibular. Aproveite o feriado e não deixem de fazer! Acesse o simulado clicando na imagem!


Atenção para as datas de acesso.
  • 01/05/2012 00:00 a 07/05/2012 23:59 - Realização do Simulado pelos alunos
  • 08/05/2012 09:00 a 31/12/2012 23:59 - Visualização da correção

Bom trabalho a todos!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Galera,

Ai está a matéria da Revista Carta Capital que eu falei com alguns alunos na semana passada, que trata de crescimento x desenvolvimento do Brasil.

Vale a pena conferir!

Boa leitura.

http://www.4shared.com/office/mSreZfei/crescimento_x_desenvolvimento_.html
Ingrid Araujo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cine PVS - História (2)


Este filme pode nos ajudar a compreender melhor o contexto da época. Ele mostra o final da unificação espanhola - conquista de Granada, expulsando os mouros da Península Ibérica em 1492. Com a chegada dos espanhóis no "Novo Mundo", podemos analisar os primeiros contatos entre estes e os nativos: a busca por ouro, a cristianização e os conflitos. Abaixo, vocês podem assitir o filme completo!

1492: A conquista do Paraíso

Sinopse: A viagem de Cristóvão Colombo, que acreditava ser possível atingir "el levante por el poniente", ou seja, o Oriente navegando para o Ocidente, é o cenário épico desse filme de Ridley Scott. A odisséia de Colombo está presente no filme através do cotidiano desgastante, dos motins da tripulação e de toda incerteza que cercava uma expedição daquela época quanto ao rumo e ao prosseguimento da viagem. Sem apoio financeiro de Portugal, a maior potência da época, Colombo dirigiu-se à Espanha e associou-se aos irmãos Pinzon, recebendo ainda uma ajuda dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Com uma nau (Santa Maria) e duas caravelas (Pinta e Nina), o navegador de origem controversa (genovês ou catalão) partiu do porto de Palos em 3 de agosto de 1492 fazendo escala nas ilhas Canárias para reparo de uma das embarcações. Em 12 de outubro do mesmo ano avistou a ilha de Guanani (atual São Salvador). Sem duvidar que estava no Oriente, realizou ainda mais quatro viagens, tentando encontrar os mercados indianos. O filme focaliza também espírito vanguardista de Colombo, suas negociações com a coroa espanhola e a tentativa de estabelecer colônias na América, retratando até a velhice, aquele que é considerado um dos navegantes mais ousados de sua época.


sábado, 28 de abril de 2012

Saiba mais sobre o ENEM e o SISU


FIQUE POR DENTRO DO ENEM!
Embora tenha surgido apenas como um exame destinado a oferecer um diagnóstico da formação de alunos de Ensino Médio, o resultado obtido pelos alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou a ser utilizado, desde 2004, como critério de seleção para as bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (Prouni). Em 2009, o Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Enem e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais. A partir de então, não parou de crescer o número de instituições públicas de ensino superior que aderiram ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), incluindo universidades estaduais.
Atualmente, UFF, UFRJ, Unirio, UFRRJ e Uenf são exemplos de universidades públicas no estado do Rio de Janeiro que usarão o Enem como fase única do seu processo seletivo.
O Enem se tornou, dessa forma, o principal meio para o estudante brasileiro conseguir uma vaga numa faculdade pública ou uma bolsa de estudos numa faculdade privada.

CONHECENDO O SISU
O Sistema de Seleção Unificada é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionam novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Enem.
O candidato pode se inscrever simultaneamente no Sisu e no Prouni e ambos os sistemas utilizam o Enem como critério único para seleção dos candidatos. Porém, não é permitido ao estudante matriculado em instituição pública de educação superior ser bolsista do Prouni. Assim, se for selecionado pelo Prouni, o estudante deverá optar por cursar a instituição pública ou a instituição privada na condição de bolsista do Programa.
Ao final da etapa de inscrição, o Sisu seleciona automaticamente os candidatos mais bem classificados em cada curso, de acordo com suas notas no Enem e eventuais ponderações (pesos atribuídos às notas ou bônus). Caso a nota do candidato possibilite sua classificação em suas duas opções de vaga, ele será selecionado exclusivamente em sua primeira opção.
São feitas duas chamadas sucessivas dos candidatos selecionados. A cada chamada, os classificados para as vagas a que concorreram têm um prazo para efetuar a matrícula na instituição, confirmando dessa forma a ocupação da vaga.

CANDIDATO SELECIONADO EM 1ª OPÇÃO:
O candidato selecionado em sua primeira opção não participará da chamada subsequente, independentemente de efetuar ou não sua matrícula na instituição de ensino para a qual foi selecionado. Por isso, o candidato deve ficar atento aos prazos: se for selecionado em primeira opção, só terá esta oportunidade de fazer sua matrícula, pois não será convocado na chamada seguinte.

CANDIDATO SELECIONADO EM 2ª OPÇÃO:
O candidato selecionado em sua segunda opção, tendo ou não efetuado a respectiva matrícula na instituição, continuará concorrendo, na chamada subsequente, à vaga que escolheu como primeira opção.
Assim, se na chamada subsequente o candidato já matriculado na sua segunda opção for selecionado em sua primeira opção (por desistência de candidatos selecionados, por exemplo), a realização da matrícula na vaga da primeira opção implicará no cancelamento automático da matrícula efetuada anteriormente na segunda opção.

LISTA DE ESPERA:
Após as chamadas regulares do processo seletivo, o Sisu disponibilizará às instituições participantes uma Lista de Espera a ser utilizada prioritariamente para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas. Para participar da Lista de Espera do Sisu, o candidato deve manifestar o interesse no prazo especificado no cronograma.
Podem manifestar o interesse, os candidatos não selecionados em nenhuma de suas opções nas chamadas regulares e os candidatos selecionados em sua segunda opção, independente de terem efetuado a matrícula. A manifestação somente poderá ser efetuada na primeira opção de vaga do candidato.
A Prova do Enem está prevista para 03 e 04 de novembro (esta informação não é oficial).

terça-feira, 17 de abril de 2012

O surgimento do Islamismo e sua expansão


A Arábia Pré-Islâmica

A Península Arábica está localizada numa região desértica, entre o mar Vermelho e o Golfo Pérsico. A maioria de seu território é impróprio para a agricultura, composto por desertos. Sua população, durante muitos séculos, dedicou-se ao pastoreio. Do início de seu povoamento até o fim do século VI, a Arábia não possuía um poder político centralizado e se achava dividida em duas regiões distintas:

·         Arábia desértica: nesta região, que corresponde à maioria do território árabe, viviam os beduínos, tribos nômades-pastoris em constante disputa pelos oásis e poços de água; (ÁRABES DO DESERTO);

·         Arábia feliz: esta região era formada por tribos sedentárias, organizadas sob forma de clãs familiares, que, nas regiões litorâneas da Península Arábica, desenvolviam uma economia agrícola e mercantil. Nela surgiram as principais cidades árabes, verdadeiros centros comerciais como Meca e Yatreb, pontos de passagem de caravanas que ligavam o Oriente ao norte da África, Nessas cidades, sobretudo em Meca, surgiram aristocracias mercantis, formada por famílias que dominavam o comércio. Em Meca, esse papel era desempenhado pela tribo coraixita. (ÁRABES URBANOS)

 A religião da Arábia pré-islâmica também favorecia a importância da cidade de Meca. Os árabes, antes de Maomé, seguiam o politeísmo idólatra, isto é, cada tribo cultuava seus ancestrais sob forma de ídolos (imagens) que se achavam conservados na Caaba (templo) de Meca. O deus principal era Alá, simbolizado pela “pedra negra”, que, segundo eles, havia sido enviada dos céus.

Anualmente, milhares de peregrinos, oriundos de todas as regiões da Península Arábica, deslocavam-se em direção à Meca, dinamizando ainda mais o comércio e gerando uma riqueza considerável para os mercadores da cidade.


A Unificação Política: Maomé (570 - 632)

Maomé nasceu em Meca, membro de uma família pobre da tribo coraixita, e foi responsável pelo surgimento de uma nova religião, o islamismo, que garantiu a unidade política à Arábia.

Órfão muito cedo, Maomé foi criado por um avô e um tio. Até os 20 anos foi pastor, quando, então, empregou-se na caravana de uma rica viúva chamada Kadidja, com quem veio a se casar mais tarde e de quem teve uma filha. Atuando como caravaneiro, tomou contato com as duas religiões monoteístas da época: o judaísmo e o cristianismo, das quais extraiu elementos para fundar uma nova religião monoteísta.

Após um isolamento no deserto, voltou à Meca, onde, afirmando ter recebido mensagens de Deus, através do Arcanjo Gabriel, tentou divulgar sua doutrina. Dizia-se instrumento de Deus, enviado aos árabes para ensinar- lhes o caminho da salvação.

Sua doutrina condenava o politeísmo idólatra, fonte de disputas entre os árabes, e defendia o monoteísmo fundado na submissão a Alá e na leitura rigorosa do Corão, livro sagrado dos muçulmanos. O “livro santo”, o Corão, que significa “recitação”, não é uma criação de Maomé. Ele é a palavra de Deus, recitada por Maomé.

Ao divulgar sua doutrina, Maomé chocou-se com os interesses econômicos dos coraixitas de Meca que temiam que a nova religião diminuísse as peregrinações à Caaba, prejudicando assim seus negócios. Maomé foi perseguido e expulso de Meca em 622, dirigindo-se para a cidade de Yatreb, episódio conhecido como Hégira. Este acontecimento marcaria o início do calendário mulçumano.

A cidade de Yatreb, depois Medina (“a cidade do profeta”), recebeu Maomé e seus seguidores, aderindo à religião islâmica e divulgando-a entre os beduínos do deserto. Em pouco tempo, Maomé conquistou uma legião de adeptos que, em 630, se dirigiu e conquistou Meca. Conseguiu, dessa forma, impor uma única religião aos árabes, elemento determinante para a unificação política da região; Maomé, além de chefe religioso, passou a ser o chefe político dos árabes. Em 632, o profeta Maomé morreu e foi sucedido pelos Califas (seguidores do profeta).


Os preceitos do Islamismo

a)      Monoteísmo absoluto: “Não outro Deus senão Alá e Maomé é seu profeta.”;

b)      Preces diárias: Todo mulçumano deve orar cinco vezes ao dia na direção de Meca;

c)      Jejum: Todo mulçumano deve jejuar durante os dias do mês do ramadã;

d)     Obrigação social: Os mulçumanos devem dar esmolas;

e)      Peregrinação a Meca: Todo mulçumano que tiver condições deve ir ao menos uma vez na vida à cidade sagrada de Meca.

Outros preceitos estão presentes na doutrina islâmica: é proibido, por exemplo, comer carne de porco e ingerir bebidas alcoólicas. O número de esposas de cada homem é limitado: no máximo quatro.


A postura do islã frente às outras religiões

Os islâmicos fazem uma distinção entre os não-mulçumanos que praticavam religiões do Livro (religiões que pregavam um Deus único, reveladas pelos primeiros profetas: Abraão e Jesus) e os não mulçumanos que seguiam religiões politeístas, idólatras e tradicionais.

Os últimos, os infiéis, deveriam ser apresentados à religião islâmica e convencidos à conversão. No caso de não aceitarem, a guerra era a única saída. Em relação aos primeiros, a relação entre eles e os mulçumanos era boa. Cristãos e judeus poderiam, inclusive, viver em terras islâmica, ter seus templos e professar sua fé, desde que pagassem os impostos instituídos.

Muitos pensam – ou são levados erroneamente a pensar pela nossa mídia tendenciosa - que a jihad seria a “guerra santa” dos mulçumanos, mas não. Jihad significa “esforço para dar o melhor de sua capacidade”, ou seja, é seguir o Corão da melhor forma possível e crescer como pessoa. Uma prova deste respeito dos mulçumanos às demais religiões é o que veremos no próximo item: eles ocupavam novas terras, mas não impediam os nativos de manter sua religião.

A Expansão do Islamismo

Depois da Morte de Maomé, em 632, os mulçumanos iniciaram um processo de expansão militar e religiosa. O preceito do islamismo de levar sua fé a todos os povos do mundo foi um dos pilares desta expansão, mas outros fatores contribuíram: os Impérios vizinhos, Bizantinos e Sassânidas, por exemplo, estavam muito enfraquecidos.

A expansão muçulmana ampliou os domínios árabes no século VII e VIII em direção ao mar Mediterrâneo, conquistou todo o norte da África e só foi contida na Europa por Carlos Martel, do reino Franco, em 732, na batalha de Poitiers. Ainda assim, fincou raízes na Península Ibérica, de onde só foram expulsos definitivamente em 1492 pelos espanhóis. A oeste, ocupou as terras da Pérsia – atual Irã – e chegou até à Índia.

Depois de fincar raízes no norte da África entre os séculos VII e X, a religião foi sendo levada ao sul do Saara, pelas caravanas de comércio que levavam, além de seus produtos, o seu modo de vida e sua religião. Aos poucos, diversos povos foram se convertendo à nova fé. Quando os portugueses chegaram à África no século XIV, encontrou muitos povos "mouros", islamizados.

Durante quase mil anos, os árabes-muçulmanos controlaram a navegação e o comércio no Mediterrâneo, bloqueando o acesso dos europeus ao comércio com o Oriente. Essa ligação comercial ficou monopolizada por eles.

A partir de meados do século VIII, o Império Islâmico começou a dar os primeiros sinais de decadência. Inicialmente porque a dinastia Omíada, responsável pelo apogeu expansionista, foi substituída pela dinastia dos Abássidas que, disputando o poder político, acabou por promover a fragmentação do Império em Califados independentes. Por outro lado, a resistência ibérica à dominação islâmica sobre a região (Guerra de Reconquista) e o movimento das Cruzadas, iniciado no século X pelos cristãos, também contribuíram para o enfraquecimento do Império. Finalmente, os turcos- otomanos convertidos ao islamismo entraram em choque com os árabes pelo domínio do Mediterrâneo.

Essa história da islamização da África também se liga com a História do Brasil. Como diveros escravos foram trazidos de áreas atingidas pela religião islâmica, essa religião chegou deste lado do Atlântico nos navios negreiros. É por isso que, em 1835, os escravos rebelados em Salvador eram islâmicos, na Revolta dos Malês (ao lado, um trecho de um Corão encontrado em Salvador durante a revolta).

Fonte: Site "Algo Sobre" e livro "História Geral da África, vol III